Pau-ferro: força, beleza e propriedades medicinais

Pau-ferro ou jucá é uma planta medicinal e grande aliada da saúde do estômago. Explico: é que ela ganhou um certo status por ter sido reconhecida como inimiga de um problema que afeta muita gente, a úlcera gástrica. Quer saber mais? Vamos lá!

Começando pela condição acima, a úlcera, o conhecimento popular sempre recorreu ao caule do Pau-ferro para combater o mal. No entanto, nos últimos anos, as folhas da planta vêm sendo pesquisadas, e demonstram, ao que tudo indica, oferecer o dobro da eficiência.

É claro que isso não tira o mérito do caule, uma vez que, sozinho, ele já foi muito aproveitado na medicina caseira para tratar a enfermidade. E seja caule ou folha, é importante destacar que, em matéria de plantas medicinais, os estudos precisam ser aprimorados, ampliados, aprofundados.

Com o Pau-ferro acontece o mesmo, pois é preciso entender qual composto ou grupo de substâncias é responsável por seus benefícios. Além disso, é necessário avaliar possíveis efeitos tóxicos do vegetal, doses seguras etc.

A origem do Pau-ferro é brasileira, sendo o vegetal encontrado com abundância nos estados de São Paulo, Ceará, Alagoas e Minas Gerais, além de outras localidades em menor quantidade. Em geral, os benefícios do Pau-ferro apontados tradicionalmente pela população são:

  • Agir sobre incômodos como as hemorroidas
  • Ajudar no tratamento do reumatismo
  • Alívio de cólica intestinal
  • Amenizar a diarreia
  • Inibir a fraqueza em geral
  • Atuar sobre quadros de gota
  • Auxiliar no controle da hemorragia
  • Colaborar na solução da febre
  • Combater sintomas da diabetes
  • Contribuir na luta contra a sífilis
  • Favorecer a reversão de complicações cardíacas
  • Reduzir crises de tosse
  • Servir de coadjuvante nas afecções nos pulmões
  • Tratamento de problemas nas amídalas

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e tratamentos médicos. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento. A automedicação, ainda que com plantas, pode ser perigosa.

O nome científico do Pau-ferro é Caesalpinia ferrea, uma homenagem ao botânico e médico italiano Andrea Caesalpinio (1519-1603). Mas talvez você conheça a árvore com outras denominações, tais como: ibirá-obi, imirá-itá, pau-ferro verdadeiro, muirá-obi ou muiré-itá.

Entre seus usos, podemos encontrar: xarope feito da casca da planta para combater bronquite e asma; infusão das folhas para tratar tuberculose e inflamação no fígado; infusão de raspas da casca (com folhas de mangueira) na intenção de curar gripe. Entretanto, é válido ressaltar que tudo isso é baseado no conhecimento popular, necessitando ainda de comprovação científica.

Pau-ferro: curiosidades

Também conhecido como ébano brasileiro, o Pau-ferro é uma espécie de grande porte, nativa da Mata Atlântica. Acredita-se que seu nome popular surgiu das faíscas e do ruído metalizado que os machados produzem ao cortar a árvore.

Além do uso medicinal, o Caesalpinia ferrea é ótimo para fabricar itens como móveis, instrumentos musicais e de construção civil. Graças a sua madeira densa, dura, resistente e durável, que garante excelente qualidade a peças como violões e violinos, por exemplo.

As características ornamentais do Pau-ferro fazem dele uma opção interessante para o paisagismo. Ele oferece sombreamento e cresce generosamente em áreas abertas – perfeito para recuperação de terrenos degradados. Por isso, é comum em parques, praças e ruas, do Sudeste ao Nordeste do Brasil.

Imponente, chega a atingir até 30 m de altura, apresentando ampla copa arredondada com 6 a 12 m de diâmetro e tronco variando entre 50 a 80 cm de diâmetro.

Este último é impossível de passar despercebido, pois é um tronco liso e acinzentado quando jovem e que, aos poucos, vai perdendo a casca, ganhando “placas” e ficando malhado. Para completar o visual único, pequenas flores amarelas surgem no verão e no outono.

Assim é o Pau-ferro, uma mistura de força, beleza e propriedades medicinais usadas no combate à bronquite, ao reumatismo, úlcera gástrica e vários outros problemas.

Espero que tenha gostado do artigo de hoje! Encontro você no próximo!

Até breve…

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