Açucena: beleza, poder curativo e potencial tóxico; veja detalhes

Diversas plantas das famílias Amaryllidaceae e Liliaceae são chamadas de Açucena. Famosas como “tulipas tropicais”, elas são encantadoras e contam com propriedades terapêuticas. Hoje você vai conhecer seus benefícios, usos e cuidados.

Aromáticas, exuberantes, belas e de cores fortes. As variedades de Açucena são todas assim. E ainda recebem o título “tulipas tropicais”, pois, da mesma forma que as primas do frio, seus bulbos podem ser estimulados a crescer fora do período habitual, quando passam um período no escuro e sob temperatura baixa.

Para você entender melhor, alguns gêneros de Açucenas: Hippeastrum, Amaryllis, Zephyranthes e Worsleya, da família Amaryllidaceae; e espécies de lírios, da família Liliaceae.

Aliás, o termo Açucena, originário da língua tupi, quer dizer “singela e branca”, e ajuda designar as inúmeras espécies do gênero Lilium e Amarilis. No entanto, a primeira Açucena é considerada a Lilium candidum. Por isso, vou falar um pouco mais sobre ela.

Outra curiosidade: cada flor possui um significado. No caso da Lillium candidum, é a pureza, candura, sendo relacionada frequentemente com o sagrado e a cura.

Esta planta é popularmente conhecida como lírio-dos-poetas, lírio-branco, copo-de-leite, cebola-cecém, amarílis, flor-da-imperatriz e cajado-de-são-josé.

Na prática, as propriedades atribuídas à Lillium candidum são as ações emolientes e diuréticas. Ela costuma ser indicada, segundo a medicina caseira, para tratar queimadura, úlcera, contusões, dor de ouvido, espasmo e mancha na pele.

O óleo extraído do bulbo dela é utilizado pela indústria farmacêutica para produção de remédios contra dores reumáticas e artríticas. Diz-se ainda que suas pétalas, quando conservadas em aguardente, possuem propriedades cicatrizantes e antissépticas, ideais para uso externo.

Acredita-se que a Açucena seja ótima no quesito propriedades cosméticas, devido poder bioativante encontrado no extrato de seu bulbo, fazendo deste um composto para regenerar a cútis.

Outro uso das Açucenas é o energético. Estas flores são consideradas benéficas à expansão dos chacras e centros nervosos, uma vez que ajudariam na limpeza e liberação deles.

No tratamento das emoções, por exemplo, a planta é indicada para diminuir a timidez, ajudando as pessoas a mostrar sua verdadeira essência.

O motivo: ela age principalmente no chacra laríngeo, o ponto energético ligado à capacidade de comunicação. O resultado do uso da Açucena neste sentido seria o aumento da autoconfiança e da habilidade de verbalização do que pensamos e somos.

Açucena: mais usos medicinais e advertências

Entre as Açucenas mais utilizadas como remédios populares estão as do gênero Hippeastrum, especialmente a espécie nativa latino-americana Hippeastrum puniceum (Amaryllis equestris, Amaryllis punicea e Hippeastrum equestre).

Geralmente, o suco de bulbos e folhas é usado na intenção de curar dor de ouvido e lesões cancerosas na boca, reto e pulmões. O bulbo também possui propriedades purgante e emética, sendo aproveitado contra dor de estômago, macerado em água, cozido e torrado.

Já as raízes possuem ações emética e laxante, e servem para ajudar no tratamento de asma, biliosidades, além de induzir ao vômito; enquanto as flores tendem a ser empregadas com finalidade antiespasmódica em caso de tosse convulsiva.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

A automedicação pode ser muito perigosa, ainda mais com plantas que apresentam maior poder intoxicante. A Açucena, embora tenha propriedades medicinais, é tóxica – e seu uso interno requer cuidados extras.

Ela pode provocar convulsões, calafrios, distúrbios gastrointestinais, tremores musculares, arritmias cardíacas e hipotensão. Consequências estas que podem até levar uma pessoa à morte.

Os bulbos das Açucenas contêm substâncias tóxicas. Dependendo da dosagem e da sensibilidade da pessoa, eles podem causar problemas.

O uso externo (tópico) não deve ser menos cauteloso, uma vez que indivíduos mais sensíveis tendem apresentar dermatites e reações alérgicas à Açucena.

Lembre-se: muitas aplicações medicinais das ervas são empíricas, ou seja, baseadas no conhecimento popular, precisando ainda de mais pesquisas, comprovações e informações sobre a segurança das plantas.

Cuide-se!

Até breve…

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