Inhame Chinês: características, propriedades e usos

O Inhame Chinês ou inhame-da-china é conhecido ainda como inhame-cará. Aliás, não é raro os tubérculos inhame e cará serem confundidos. Por isso, hoje vou não falar não apenas das propriedades nutricionais e medicinais da planta, mas também da nomenclatura.

Raiz rica em carboidratos, o inhame-da-china deve ser consumido com moderação por aqueles em regime de perda de peso. É uma das recomendações em relação a este vegetal especificamente. É importante destacar isso, uma vez que muitos acabam recorrendo ao alimento como forma de tentar emagrecer.

Na verdade, inhame (Dioscorea spp. L.) é o nome dado a tubérculos nutritivos conhecidos em todo o Brasil. Porém, antes de mostrar os benefícios do Inhame Chinês, por exemplo, é preciso mostrar um pouco das variações de nomes.

Em 2002, um congresso sobre o tema determinou que a hortaliça chamada de inhame nas regiões Sul e Sudeste do país é, na realidade, o taro, um rizoma da planta Colocasia esculenta, família Araceae.

E mais: tubérculos do gênero Dioscorea, antes chamados de carás nas mesmas localidades e inhames no Nordeste, passariam a ser designados inhame, definitivamente.

Ou seja, cará virou oficialmente inhame, como deveria ter sido desde o começo, e para que todos entendam que inhame ou yam é do gênero Dioscorea e não Colocasia. Obviamente, é bom ter sempre o nome científico por perto para evitar confusão. E olha que ainda há muita por aí!

Se você ouvir que inhame é bom para a menopausa, a indicação diz respeito ao inhame Dioscorea…

Um detalhe interessante é que algumas espécies silvestres de cará (agora inhame) apresentam compostos tóxicos. Porém, tais substâncias acabaram sendo consideradas úteis a partir de 1940, quando a ciência chegou à conclusão de que as saponinas esteroides destes bulbos serviriam para produzir cortisona e hormônios sexuais.

Em 1956, a atenção sobre o uso farmacológico da Dioscorea aumentou quando foi divulgado que o esteroide diosgenina era capaz de impedir a concepção. Naquela época, era necessário tomar injeção para obter os os esteroides preventivos da gravidez.

A descoberta permitiu administração oral e, portanto, o surgimento da pílula anticoncepcional – que atualmente é quase totalmente sintética.

Recentemente, estudos vêm evoluindo no sentido de testar os componentes estrogênicos do cará (inhame agora) na terapia de reposição hormonal. Contudo, ainda não há evidências de que a ingestão da raiz seja capaz de fornecer os mesmos efeitos.

É bom destacar que os compostos são extraídos de carás silvestres e, mesmo que possam estar presentes através da ingesta deles, teríamos provavelmente que consumir o tubérculo aos montes.

Inhame Chinês: saiba mais sobre ele

Um dos usos do inhame é em chá, especialmente o Inhame Chinês, indicado para mulheres que estão tentando engravidar. Esta espécie é considerada a que possui mais propriedades medicinais em sua casca.

Atenção: este post tem função de informar; não substitui consultas e prescrições médicas ou acompanhamento nutricional. Consulte sempre profissionais especializados antes de fazer mudanças significativas na sua dieta ou começar um tratamento, ainda que natural.

Para aproveitar os benefícios do Inhame Chinês e demais, é preciso saber diferenciar tubérculos, pois alguns precisam ser cozidos de modo especial, trocando a água para reduzir a presença de oxalato, um composto químico com poder tóxico. Outros podem ser comidos crus, batidos com água ou leite.

Inhame e cará são muito semelhantes na aparência, e tubérculos ricos em amido e vitaminas do grupo B, que favorecem seu potencial energético e a facilidade de digestão. No entanto, existem diferenças em relação à presença de fitoquímicos.

Seja inhame ou cará, as propriedades terapêuticas destes tubérculos fazem com que eles constem nas farmacopeias chinesa e ayurvédica.

Segundo Medicina Tradicional Chinesa, as raízes são alimentos que ajudam a balancear centros energéticos de nossos órgãos mais profundos (baço e rins), tecidos e glândulas (tireoide, adrenais etc.). No Brasil, há referência do uso delas em prescrições por médicos naturopatas, além de aplicação medicinal entre populações afrodescendentes.

Inhame Chinês e vários outros possuem usos culinários igualmente diversificados, sejam em purês, sobremesas, sucos, refogados ou sopas. Em nossos mercados, os mais comuns são o japonês e o chinês.

Uma dica para você aproveitar melhor a raiz é buscar, sempre ao comprar, o inhame sem sinal de brotação, partes moles ou aspecto de mofo.

Boas compras, e saúde!

Até o próximo post…

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