Pau d´arco: ação antitumoral está em estudo; veja este e outros usos

Os principais benefícios do Pau d´arco ocorrem por causa de suas ações imunoestimulante, antiviral, antitumoral e anti-inflamatória. As aplicações da planta conhecida com ipê-amarelo incluem ainda funções diurética, antioxidante e antibiótica. Veja mais nos próximos parágrafos!

As propriedades medicinais do Pau d´arco são associadas ao auxílio no tratamento de diversos tipos de câncer, entre eles a leucemia, além de infecções por HIV ou na próstata; ajuda na cicatrização de feridas, bronquite, amigdalite, candidíase, mioma e quisto nos ovários.

Outra capacidade ligada à erva é a antibiótica, servindo para algumas pessoas na prevenção ou tratamento de gripe, amidalite, infecções urinárias e bronquite.

No caso dos tumores malignos, há quem recorra a ela para ajudar a reduzir os efeitos secundários da quimioterapia e estimular a imunidade.

Teria a função ainda de colaborar com a regeneração dos tecidos. Por este motivo, o vegetal é usado pelos adeptos da medicina alternativa para acelerar a cicatrização de ferimentos externos e lesões internas.

Para cumprir seu papel terapêutico, o Pau d´arco conta com princípios ativos derivados naftoquinónicos, como o lapachol. Ele é o componente relacionado às propriedades antitumorais, à capacidade de promover a morte das células malignas; e aos poderes anti-inflamatório, imunoestimulante, antiviral e diurético.

A erva fornece também quinona, sendo este composto aliado da produção de protrombina pelo fígado, auxiliando na coagulação do sangue. E mais: sua composição traz flavonoides, elementos com ações antioxidante, antialérgica e anti-inflamatória.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

As aplicações do Pau d´arco são inúmeras. Com nome científico Tabebuia serratifolia, a erva é bastante utilizada pela naturopatia em Portugal, por exemplo.

Mas popularmente ganhou apelidos como ipê-do-cerrado, ipê ovo de macuco, ipê uva, ipê, ipê-pardo, ipê-tabaco, opa, pau d’arco amarelo, piúva-amarela e tamurá tuíra.

Porém, seu uso vem sendo divulgado em todos os países da América do Sul e América Central, onde a planta é chamada de lapacho. Geralmente, é encontrada em algumas farmácias de manipulação e lojas de produtos naturais, inclusive na internet.

O ipê-amarelo é uma planta de tronco forte, podendo atingir cerca de 25 metros de altura. Encontrada da Amazônia à São Paulo, apresenta lindas flores amarelas.

Pau d´arco: consumo e precauções

Uma das formas de consumo do Pau d´arco é uma tisana (segundo o dicionário Aulete: “medicamento liquido destinado para a bebida ordinária do doente contendo em dissolução alguma planta medicinal; as tisanas são preparadas ordinariamente com plantas ou ervas por decocção, maceração, digestão ou infusão”).

A receita da tisana, encontrada na internet, que costuma ser usada para tratamento de anemia é assim: ½ litro de água para 2 colheres (sopa) de Pau d´arco. Obtido o líquido inicial, ele deve ser coado e batido no liquidificador com 1 beterraba, 1 cacho de uvas vermelhas e suco de 1 limão com sementes.

Além da tisana, existem ainda o xarope, a tintura e os comprimidos feitos com Pau d´arco. Mas não custa nada destacar que tudo deve ser aproveitado com acompanhamento profissional especializado. Medicamentos, naturais ou industrializados, podem ser prejudiciais. Não pratique a automedicação.

Atenção: o Pau d´arco é contraindicado para gestantes e lactantes. Entre seus efeitos adversos estão náuseas, tontura, vômito, urticária e diarreia.

Um detalhe importante é que a atividade antitumoral do ipê-amarelo vem sendo pesquisada ainda. É preciso realizar mais estudos científicos para comprovar a eficácia e a segurança da planta no tratamento do câncer. Consumir a erva livremente pode reduzir a ação da quimioterapia, agravando a doença.

Cuide-se! Até breve…

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