Vinca Minor: usos, benefícios e perigos; descubra neste post

Seu nome é derivado de uma palavra que significa “para superar”. Vinca Minor é uma planta medicinal usada desde o período Medieval para combater uma gama de problemas de saúde, incluindo hemorragias interna e nasal ou excesso de menstruação.

Entre seus benefícios e propriedades medicinais, estão as ações: digestiva, depurativa, analgésica, colagoga, cicatrizante, diurética, laxativa, sedativa, tônica, vermífuga, hipotensiva e estimulante cerebral.

A planta é encontrada com nomes populares tais como congonha, congossa, vinca maior (Vinca major) e periwinkle (inglês). A variedade de apelidos é grande, dependendo do local em que é encontrada e da espécie.

A Catharanthus roseus (Vinca rosea), por exemplo, uma pequena flor originária da ilha de Madagáscar, é famosa também como boa-noite, beijo de mulata, vinca de gato, maria-sem-vergonha e vinca de Madagáscar.

A Vinca Minor é conhecida por servir de base para diversos remédios anticancerígenos de prescrição produzidos há décadas. Porém, devido efeitos secundários sérios, o uso deles é restrito.

Como medicina alternativa, a vinca de Madagáscar é empregada no tratamento de tumores malignos (leucemia e Doença de Hodgkin) graças à presença de vimblastina e vincristina.

Na medicina caseira, a planta é aproveitada em forma de tintura ou infusão. Ela vem sendo utilizada para combater hipertensão, dores de cabeça, diarreia, vertigem, sangramento nas gengivas, menstruação pesada e dificuldade de memória, inclusive de pessoas com Alzheimer.

Outra aplicação popular da espécie é para zumbido nos ouvidos, além combate à dor de aftas e de garganta. Neste último caso, em função da capacidade adstringente da Vinca Minor, mais precisamente dos taninos em sua composição.

Contudo, é preciso realizar testes em seres humanos para comprovar as ações da Vinca; ainda não existe informação suficiente para atestar cientificamente a eficácia da planta em qualquer um de seus usos.

Tanto suas flores quanto folhas são utilizadas medicinalmente. E um dos compostos ativos da planta é a vincamina. Há também uma versão semissintética dela chamada vinpocetine, que vem sendo alvo de pesquisas.

Estudos preliminares parecem indicar que a vincamina ou vinpocetine (ou ambas) possuem potencial de ajuda no tratamento da demência, controle do Mal de Alzheimer, melhora na audição perdida em razão da idade, da memória de curto prazo prejudicada por certos fármacos e, ainda, diminuição do acúmulo de cálcio da diálise.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Importante: a vinpocetine pode causar rubor e erupções na pele. A dor de estômago também é outro efeito provável com uso da Vinca Minor. Pesquisas em animais demonstraram supressão do sistema imunológico depois do consumo da planta, mas é preciso confirmar tal fato em estudos com humanos.

Vinpocetine e Vinca Minor são contraindicadas nas fases de gestação e lactação. E mais: sabe-se hoje que a ingestão do chá tende a ser tóxica para o fígado e os rins.

Fontes defendem que a planta pode ter ação cancerígena. Por precaução, é preferível aproveitar o vegetal somente no uso externo – e com orientação especializada.

Vinca Minor: atuação no cérebro é um dos destaques da planta

Acredita-se que o chá da Vinca pode dilatar vasos sanguíneos coronários e periféricos. Tanto que a bebida costuma ser administrada contra arteriosclerose, que provoca endurecimento, perda de elasticidade e progressivo espessamento das paredes arteriais.

A vincamina, o alcaloide presente em sua composição, está associado ao favorecimento do fluxo de sangue no cérebro, à vasodilatação, agindo como estimulante e tônico para a memória.

Dessa maneira, sempre teve seu uso ligado ao controle de problemas cerebrais. No entanto, atualmente, ervas medicinais com efeitos adversos mais brandos são usadas para este objetivo.

Como você viu neste artigo, os benefícios da Vinca Minorpodem ser vários, mas as propriedades precisam ser comprovadas. Fora isso, existem perigos no consumo da planta.

Cuide-se! Até o próximo post!

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