Casca d’anta ou pau-pra-tudo: ações variadas, até na libido

Casca d’anta… Uma lenda diz que a anta, ao adoecer, come a casca de uma certa árvore. Por isso, esta planta teria este nome. Mas o que será que o vegetal tem que pode beneficiar à saúde? Basta conferir os parágrafos a seguir para entender…

A Casca d’anta é grossa, amarelada, perfumada, muito amarga e quebradiça. Ela pertence à família Winteraceae, ocorre no Brasil, Chile e partes da Argentina, onde é popularmente usada para fins medicinais devido suas propriedades.

E elas são variadas: laxante, diurética, estomáquica, sudorífica, antiespasmódica, tônica e antiescorbútica. Tudo isso graças a princípios ativos como matéria gomosa, óleo etéreo e resina.

Na homeopatia, a Casca d’anta é utilizada para tratar anemia, flatulência, cólica intestinal, impotência sexual, hemorragias internas (inclusive no útero), fraqueza e dispepsia.

Para os adeptos dos remédios caseiros, a planta tende a ser empregada também no combate a disfunções estomacais, dor de dente, catarro, gastrite, diarreia, vômito e anemia.

No caso da dor de dente, em lugares como a Costa Rica, é mastigada pura, sem preparo de chá, para tentar aliviar o desconforto. Antigamente, era muito usada contra insônia, escorbuto, boca amarga, gastralgia; como estimulante e estomáquica.

O chá de Casca d’anta, para algumas pessoas, é útil em situações como retenção de líquidos, desgaste físico e mental, prisão de ventre, diarreia, hemorroidas (banho ou clisteres).

As cascas e folhas da árvore são indicadas popularmente para combater febre, vermes, afecções das vias urinárias, paralisias, congestão cerebral, blenorragias e erisipelas.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Oficialmente, seu nome é Drimys winteri, mas os apelidos variam de acordo como o local em que é encontrada. Por exemplo: melambo, cataia, pau-pra-tudo, canela-amarga, casca-de-anta, casca de winter, caataia e capororoca-picante, entre outros.

Na França, é famosa como canelle de magellan. Diz-se que, em 1557, ela ajudou a salvar tripulantes do navio de Sir. Francis Drake de uma epidemia de escorbuto.

Casca d’anta: características e preparo

A árvore Casca d’anta possui sabor ardente e cheiro aromático, podendo chegar aos 4 metros de altura. Apresenta coloração cinza ou vermelho-ferrugínea, além de grandes e belas flores brancas.

Exuberante, funciona bem na arborização urbana e, por oferecer rápido crescimento e atrair muitos pássaros, é interessante no plantio de espécies voltadas à recuperação de áreas degradadas. A madeira da Casca d’anta é uma opção ainda para produzir brinquedos e outros itens leves, caixas e forros.

No México, é árvore utilizada como tempero. E a planta ainda faz parte das tradições dos índios Araucanos, que, tudo indica, costumavam realizar festas e ritos à sombra dela.

A parte usada para fins medicinais é somente a casca. Geralmente, o chá dela é preparada assim: 1 colher (sopa) da planta e ½ litro de água, colocados para ferver. Ao começar a fervura, é necessário esperar cerca de 10 minutos para o cozimento.

Em seguida, é preciso desligar o fogo e manter a mistura tampada por mais 10 minutos. Depois disso, você só precisa coar, e está pronta a bebida para consumo, quente ou gelada.

Lembrando que esta receita é uma dica encontrada na internet e que o melhor mesmo é consultar um profissional capacitado antes de iniciar um tratamento com plantas medicinais, para receber orientações específicas de acordo com cada pessoa.

É importante ainda seguir direitinho a dose recomendada e suspender de imediato o uso em caso de hipersensibilidade.

A Casca d’anta é encontrada em algumas lojas de produtos naturais e casas do gênero na forma de tintura, pó, infusão e extrato fluido.

Até o próximo artigo!

Leave a Reply