Cambará é usada em males digestivos e respiratórios; mas é tóxica

Não é de hoje que as folhas de Cambará são usadas na medicina caseira para combater dor no abdômen, problemas respiratórios e obstrução nasal. Há séculos, a planta é aproveitada neste sentido, e em vários outros… Vem descobrir comigo!

Os benefícios da Cambará incluem tratamento de dor de ouvido, coqueluche, espasmos, reumatismo e febre. As indicações populares da planta contam com a função expectorante, fazendo dela uma aliada contra gripe, bronquite, tosse, resfriado, alergias e infecções respiratórias e asma.

Entre suas propriedades estão as ações: diurética, sudorífera, tônica, balsâmica, estimulante, antiespasmódica, tônica pulmonar, anti-inflamatória e antipirética.

Nativa da América tropical, a espécie é encontrada facilmente no Brasil, e cientificamente recebeu o nome de Lantana camara. Os apelidos variam de acordo com o local. Por exemplo: erva chumbinho, camará de chumbo, cambará-de-cheiro, cambará-verdadeiro, cambará-de-espinho, camará, camará-de-espinho, milho de grilo, camarajuba, camará miúda, camará vermelha, entre outros nomes.

As partes do vegetal utilizadas na medicina alternativa são flores e folhas. Elas podem ser usadas frescas ou secas, sendo o consumo feito por meio da infusão.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Cambará: características, contraindicações e cuidados

Pertencente à família das Verbenaceae, é uma arbustiva com folhas ásperas, serradas e bastante aromáticas – odor de melissa – e gosto amargo. Seus ramos em aspecto quadricular contam com pequenos acúleos que formam moitas.

Já as flores, numerosas, surgem dispostas em cachos em tons avermelhados, alaranjados ou amarelados, além de rosa e branco. Um verdadeiro espetáculo da natureza formado por pequenos buquês, muitas vezes com diversas cores em uma mesma inflorescência.

Os frutos da Cambará possuem coloração vinho escuro, e são comestíveis apenas quando maduros. A planta cresce bem em terrenos mais ou menos úmidos, com reprodução por mudas, estacas ou sementes.

Cambará é uma planta é tóxica; deve ser utilizada apenas com prescrição e acompanhamento médico. Sem supervisão ou ingerido além da quantidade adequada, o vegetal pode levar ao coma e à morte.

Os efeitos colaterais da Cambará geralmente são: fraqueza, dificuldade de respiração, diarreia, vômito, cianose, náuseas, entre outros que podem surgir algumas horas depois do consumo da planta. Ao sentir qualquer um destes sintomas, busque atendimento médico de urgência.

Existem plantas medicinais que são passadas de geração em geração. A Cambará é uma delas. É uma das ervas conhecidas desde o tempo da vovó graças à suposta capacidade de “curar tudo”. Há muitas crenças populares em torno dela, mas também alguns estudos.

Na internet, encontrei referência a pesquisas na intenção de comprovar as capacidades medicinais da Cambará. Uma delas, feita em laboratório usando o porquinho-da-índia, teria comprovado a eficácia da folha de Cambará no combate a doenças abdominais e respiratórias.

Na experiencia, o extrato da planta foi aplicado nos animais, que possuem modelo gastrointestinal e respiratório similar ao dos humanos. Com isso, notou-se uma atividade antiespasmódica interessante no intestino, isto é, o remédio natural fez efeito.

Pesquisadores da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), de Lages, estudam com ênfase essa árvore que existe atualmente apenas nas florestas de araucária da Serra de Santa Catarina. Infelizmente, ela corre o risco de extinção devido ao uso indiscriminado de sua madeira.

As folhas de Cambará são empregadas há séculos pelos nativos daquela região como remédio para dor abdominal, entupimento nasal e crises respiratórias.

Alguns estudos, embora reconhecidos e publicados em importantes revistas científicas mundiais, não garantem todos os benefícios da planta. Ainda são necessárias muitas etapas para que ela chegue às nossas casas de forma segura, com melhor clareza de seus efeitos colaterais, toxidade, além das propriedades.

Fico na torcida, claro! Quanto mais pesquisas e comprovações, mais poderemos aproveitar os recursos naturais para manter a saúde, não é mesmo?

Até o próximo artigo!

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