Buriti: medicinal e fonte de energia elétrica; saiba como aqui

Buriti é uma planta com propriedades medicinais e que ainda serve para produzir itens como protetor solar e até energia elétrica. Quer saber como? É só ficar de olho no post de hoje até o final!

O fruto dessa palmeira é usado amplamente nas indústrias química e alimentícia, pois é matéria-prima de dois tipos de óleo vegetal. Da polpa de Buriti, são extraídos o óleo oleico e o láurico, sendo este último utilizado na fabricação de xampu e sabão.

No caso do protetor solar, o óleo da polpa do fruto é útil porque absorve as radiações prejudiciais à nossa pele. Por isso, empresas de cosméticos recorrem a ele para industrializar e comercializar em larga escala filtros protetores, além de desodorantes corporais.

Bonita e elegante, a palmeira Buriti é uma das espécies mais exuberantes entre as variedades do gênero na Amazônia. Suas linhas são, para alguns, nobres e poéticas. Já seus frutos, folhas e tronco fornecem ingredientes com muitas finalidades.

Mauritia flexuosa ou Buriti é uma planta que traz uma das maiores quantidades de vitamina A (caroteno) entre as tantas outras encontradas no mundo todo. São, aproximadamente, 30 miligramas por 100 gramas de polpa. O que significa de 7 a 20 vezes mais do nutriente que a cenoura.

Lembrando que a carência de vitamina A é um problema comum na população brasileira. E que a deficiência provoca doenças como infecções nos na boca e olhos, cegueira noturna e dor de dente.

Uma mostra do poder nutricional da planta é o doce de Buriti, que vem sendo alvo de pesquisas com crianças no Nordeste do Brasil para suprir a carência de provitamina A.


Além disso, o Buriti apresenta uma quantidade razoável de proteína: a polpa traz 11%, quase o mesmo teor do milho. E a fruta da árvore ainda é usada na prevenção ou recuperação da desnutrição. A ingestão dela, aliás, é item importante na dieta dos índios da tribo Apinayé.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Buriti: características, usos e curiosidades

Dependendo do local em que é encontrado, o Buriti recebe diferentes apelidos, entre os quais estão muriti, miriti e buriti-do-brejo; awuara (nas Guianas), boche, palmeira real, moriche (Venezuela); aguaje (Peru); carangucha, nain e moriche (Colômbia); kikyura (Bolívia) etc.

Uma das maiores palmeiras da Amazônia, o buritizeiro cresce até cerca de 35 metros de altura e 50 centímetros de diâmetro, fornecendo um fruto muito nutritivo e relevante para animais e pessoas daquela região.

E não para por aí! O óleo do vegetal possui ação desintoxicante e purificante. Outro uso do óleo de Buriti faz dele uma fonte de energia elétrica alternativa para comunidades amazonenses que vivem em locais isolados.

O produto já é uma realidade em lugares como Rondônia, no qual existe um projeto piloto desenvolvido pelas universidades federais de Brasília e Rio de Janeiro. Ele permite fornecer energia elétrica eficiente e de baixo custo à população.

O Buriti possui propriedades medicinais, muitos usos e uma grande relevância nos mercados formal e informal da Amazônia. É dele que muitas mulheres tiram o sustento da família vendendo picolés nas ruas de Iquitos, no Peru, por exemplo.

Uma curiosidade para encerrar: algumas tribos indígenas esperam ansiosamente a aparição dos frutos maduros da palmeira. Por lá, eles são motivo de alegria e saudação, além de incentivo para as melhores festas e casamentos.

Quando um índio Apinayé de Goiás quer casar, ele tem que passar por uma espécie de teste: carregar uma tora do Buriti – com pelo menos 1 metro – da floresta para o centro da tribo. É assim que ele demonstra sua força. Na vila, irmã e madrinha da noiva levam o noivo até a futura esposa. Depois, o casal divide uma refeição e o casamento é consumado.

Mesmo que o Buriti não faça parte da cultura de muitos de nós, como você viu neste artigo, não faltam motivos para valorizar a árvore tão cheia de benefícios, não é mesmo?

Até breve !

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