Velame-do-campo: depurativa e diurética; veja mais funções

Da família das Euphorbiaceae, Velame-do-campo é também chamada de cróton campestre, velame-do-mato e velame-do-campo-de-minas. É uma árvore nativa da flora brasileira; ocorre mais no Sudeste e Nordeste, sendo utilizada especialmente com finalidades depurativa, diurética e desobstruente.

Croton campestris é seu nome científico. Na verdade, ela conta com cerca de 317 gêneros e 7500 espécies; já o gênero Croton, especificamente, possui 700 espécies, e ocorre especialmente regiões quentes.

O uso popular da Velame-do-campo é marcante como poderoso depurativo, no combate à escrofulose, doenças venéreas, reumatismo, diarreia, artritismo, tumores, moléstias de pele e úlcera do útero.

Existe na internet relato de estudo etnofarmacológico sobre o uso da velame-do-mato especialmente no tratamento de problemas hematológicos (efeito depurativo), feridas e dermatoses; serve como anti-inflamatório e aliada no combate à gripe.

Em geral, a Velame-do-campo é utilizada popularmente para casos como: artrite, eczemas, herpes, sífilis, blenorragia crônica, doenças venéreas, reumatismo, disfunções na vesícula, gota úrica, impingem e outros problemas de pele, além de ingurgitamento ganglionar.

A velame-do-campo-de-minas é indicada ainda para combater condições como artrose, escrofulose, palpitação do coração; úlcera gástrica, hemorragia e febre.

Nas gripes, febres e hemorragias, por exemplo, normalmente é utilizado o chá com as folhas de Velame-do-campo. Já contra a sífilis ou à procura de ação depurativa, há quem recorra a uma infusão com a raiz da árvore. Em males como úlceras gástricas, podem ser utilizadas folhas e raízes na mesma decocção.

Uma recomendação para problemas de pele é o uso do chá ingerido e em compressas – estas feitas com as folhas de velame-do-mato.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e tratamentos médicos. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Se você não conhece a Velame-do-campo, esta planta arbustiva possui folhas alternas, em posições diferenciadas, e ovais; flores aromáticas brancas nas pontas e em formato de espiga, que surgem no ápice do arbusto. Assim como as folhas, as flores são cobertas por pequeninos pelos finos e macios.

A cróton campestre pode atingir entre 3 e 4 metros, aproximadamente, apresentando fruto com aspecto de cápsula com três sessões, cada uma delas contendo um caroço.

Com cheiro agradável, a Velame-do-campo tem tradição na medicina popular e faz parte da homeopatia. Ela pode ser encontrada em lojas de produtos naturais e algumas farmácias de manipulação.

Velame-do-campo: preparo e recomendações

Uma das maneiras de preparar o chá de Velame-do-campo é utilizar 2 colheres (sopa) da erva picada para cada litro de água. Depois de juntar os ingredientes, eles são levados ao fogo até atingir fervura. Em seguida, o fogo deve ser apagado e o recipiente tampado, para o chá descansar por 10 minutos e esfriar.

Lembre-se que toda planta ou erva medicinal pode trazer em sua composição substâncias químicas com potenciais alergênico, inflamatório e intoxicante. E que a automedicação, ainda que utilizando plantas, pode ser perigosa.

Finalizando a conversa de hoje…

Tudo indica que há resultados positivos nos estudos quanto às propriedades medicinais da espécie Croton campestris, uma vez que ela apresenta interessante atividade antimicrobiana (antibacteriana e antifúngica).

E mais: existem indícios demonstrando as propriedades do Velame-do-campo no sentido de mudar a resistência bacteriana e um potencial efeito sobre células tumorais, inibindo sua proliferação.

Contudo, nem todas as aplicações empregadas pela população estão comprovadas cientificamente. É necessário fazer mais estudos com a planta para que tenhamos melhor entendimento de suas capacidades terapêuticas e, também, para fazer uso dela com segurança.

Isso significa usar os avanços científicos, entre outras coisas, para isolar componentes nas plantas candidatas a protótipos para elaboração de novos remédios. Que bom, contar com isso, não é mesmo?

Até o próximo artigo…

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