Sempre-viva: funções medicinais desta planta ornamental

Sempre-viva é um tipo de apelido genérico para uma variedade de planta com características peculiares: ela mantém forma e cor por um bom tempo após a colheita. Por isso, é ótima comercialmente, até para exportação.

Mas você sabia que a Sempre-viva, além de ornamental, é uma planta medicinal? Ela pode ser utilizada externamente para tratar hematomas ou em via interna contra alguns distúrbios digestivos. No caso dos hematomas, ela chega a ser considerada mais poderosa do que a arnica.

O que não falta nos campos brasileiros é Sempre-viva. Existem aproximadamente 600 espécies delas espalhadas por aqui, de várias cores.

As Sempre-vivas da família Asteraceae, por exemplo, trazem em sua composição óleos essenciais, flavonoides e princípios amargos.

As partes utilizadas para obter seus efeitos terapêuticos são as flores, das quais é produzido um óleo essencial empregado também em cremes e géis, além de infusão que costuma ser útil nas dificuldades de digestão, sensação de peso no estômago e azia.

Suas propriedades incluem as ações: cicatrizante; anti-inflamatória, antienvelhecimento e colerética (que aumenta a secreção da bílis).

Para cuidar de hematomas, contusões (equimoses ou roxos), a Sempre-viva normalmente é melhor em creme. Isso vale também para combater o envelhecimento da pele, amenizar cicatrizes, acne e queimaduras.

Nem todas as variedades de Sempre-viva são usadas para extrair o óleo essencial contendo uma boa quantidade de moléculas ativas. Estima-se que somente 5 ou 6 sirvam para a produção do composto.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento. 

Aviso: a Sempre-viva é contraindicada para pessoas com obstrução das vias biliares ou litíase biliar.

Sempre-viva: curiosidades

Depois de secas, as flores da Sempre-viva não murcham nem perdem o colorido. A espécie Bracteantha bracteata, da família das compostas, nativa da Austrália, é uma das mais bonitas. Suas flores alaranjadas ou amarelas são muito cultivadas com finalidade ornamental, proporcionando uma grande e atrativa diversidade de tonalidades.

Entre as Sempre-vivas mais comercializadas estão as da família Eriocaulaceae, sendo esta composta por 10 gêneros e cerca de 1200 espécies encontradas no mundo todo. Mas existem diversos outras famílias e gêneros classificados como Sempre-viva.

Outros dois destaques são a planta Syngonanthus, da família Cyperaceae, e a Paepalanthus speciosus, popularmente chamada de “sombreiro”, cuja floração acontece entre maio e julho. Este último gênero é um arbusto pouco ramificado que chega a 2 m de altura.

O gênero Paepalanthus inclui aproximadamente 400 espécies, que podem ser encontradas em habitats diferentes, dos solos arenosos úmidos ou secos às pedras.

Paepalanthus acanthophylus (família Eriocaulaceae), conhecida como “chuveirinho” devido seu visual diferenciado, é uma espécie que ocorre na região da Serra da Canastra, em Minas Gerais. Há registros de 15 variedades distintas naquela área, que infelizmente sofre impacto ambiental significativo devido extrativismo desordenado.

A Sempre-viva é considerada atividade econômica importante para a população local. Os problemas são a coleta indiscriminada e a remoção das flores antes da produção de sementes, prejudicando a continuidade da espécie.

Em países como nos Estados Unidos, os botões de Sempre-viva são colhidos ainda fechados e colocados para secar pendurados de cabeça para baixo. Suas flores desidratadas proporcionam um toque campestre charmoso aos ambientes.

Arranjos florais frescos ou secos de Sempre-viva fazem sucesso na composição de decorações. E hoje você viu também que a planta possui propriedades medicinais, como as ações antienvelhecimento, anti-inflamatória e de alívio para males digestivos.

Mas lembre-se que aderir à fitoterapia requer alguns cuidados, como: identificação correta da planta; perfeita colheita dela em local e tempo adequados; boas condições de armazenamento do vegetal; uso da dose indicada; disposição para fazer o tratamento pelo período prescrito. Para isso, é fundamental o acompanhamento especializado.

Cuide-se!

Até o próximo artigo…

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