Plantas tóxicas: as mais comuns; como prevenir ou lidar com acidentes

A espirradeira (Nerium oleander), mostrada na foto deste post, é uma das plantas tóxicas mais usadas pelos brasileiros em quintais e calçadas. A beleza de suas flores é um dos motivos. Mas ela pode causar problemas. A seguir, veja quais são e, ainda, outras espécies perigosas!

Os alérgicos tendem a sofrer ao passar perto da espirradeira, pois essa arbustiva de porte médio desencadeia asma ou crises de rinite. Além disso, a toxicidade dela inclui disfunções cardíacas quando a pessoa ingere a planta, sendo necessário buscar atendimento médico imediato.

Costume, tradição cultural e até religião são outras razões para continuar mantendo as plantas tóxicas no paisagismo residencial, apesar de os riscos – para humanos e animais – já serem amplamente divulgados.

Um exemplo de aproveitamento das plantas tóxicas são os rituais afro-brasileiros, banhos de proteção ou cura. No entanto, a beleza, o aspecto vistoso e as folhagens resistentes a interiores são as justificativas mais frequentes para ter variedades como o tinhorão e a costela-de-adão por perto.

Sem falar na coroa-de-cristo, eficiente na delimitação de terrenos, e na alamanda, copo-de-leite e chapéu-de-napoleão, com suas lindas flores ideais tanto para projetos externos (jardins urbanos), quanto para interiores.

O cinamomo proporciona boa sombra e não é muito alto. Por isso, é indicado para ficar na frente das residências. A própria espirradeira, da qual falei no começo deste artigo, é resistente e de fácil manutenção. Mas, é bom reforçar: ela faz parte das plantas tóxicas.

É claro que muitas das plantas tóxicas também servem de remédio natural, desde que utilizadas nas doses certas. Aliás, no passado, algumas delas salvaram inúmeras vidas, uma vez que não existiam medicamentos como os que conhecemos hoje.

Conheça detalhes das plantas tóxicas mais usadas em nossas casas:

  • Alamanda (Allamanda cathartica) – a sabedoria popular diz que “essa flor mata cavalos”. Então, é importante tomar cuidado com essa trepadeira arbustiva de lindas flores amarelas. Ela tem efeito purgante violento e, quando ingerida (flores e folhas), provoca desarranjo intestinal que pode levar à morte.
  • Chapéu-de-napoleão (Thevetia peruviana) – suas grandes sementes podem ser confundidas com nozes comestíveis, afetando principalmente as crianças que, movidas pela curiosidade, são atraídas pelos frutos. Mas a planta é muito tóxica devido à presença de glicosídeos cardíacos.
  • Cinamomo (Melia azedarach) – folhas e frutos são extremamente tóxicos para humanos e animais (exceto os pássaros).
  • Copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica) – faz parte do grupo das plantas tóxicas porque contém oxalato de cálcio.
  • Coroa-de-cristo (Euphorbia millii) – leitosa, irrita pele e mucosas; seus espinhos provocam feridas profundas e difíceis de cicatrizar.
  • Costela-de-adão (Monstera deliciosa) – também traz oxalato de cálcio em sua composição; oferece risco ao ser comida.
  • Hera (Ficus pumila) – mais uma integrante das plantas tóxicas por trazer oxalato de cálcio em seu leite.
  • Tinhorão (Caladiun bicolor) – o oxalato de cálcio está presente em suas folhas e caules, fazendo da Tinhorão um vegetal altamente tóxico.

Plantas tóxicas: como evitar intoxicação, e os cuidados se ela acontecer

Você sabe quais as plantas tóxicas que possui dentro ou arredor de sua casa? Se houver alguma, o ideal é removê-la – ou, pelo menos, deixá-la inacessível para crianças e animais domésticos. E ensinar aos pequenos que eles não devem colocar qualquer parte das plantas na boca.

Quando houver intoxicação ou envenenamento, é essencial contar com bom atendimento de primeiros socorros. Em situações assim, conhecer os princípios básicos pode fazer toda a diferença entre vida e morte, enquanto a vítima aguarda o trabalho profissional.

Neste sentido, instituições como a Fundação Oswaldo Cruz possuem manual de primeiros socorros para auxiliar a população. Consulte o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) no site: http://www.fiocruz.br/sinitox/.

Outra dica é entregar uma mostra da planta ou substância tóxica ao atendimento especializado. Isso agiliza bastante a escolha do melhor tratamento e, por consequência, os resultados dele.

Também é fundamental retirar o agente tóxico do ambiente onde estão a vítima e a pessoa que prestará socorro. A medida vale para toda vez que houver um acidente por intoxicação.

Cuide-se! Até breve…

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