Perpétua-do-mato: “Doril” ou “Penicilina”; saiba os porquês dos nomes

Perpétua-do-mato, periquito, perpétua-do-brasil, “penicilina”. Por este último nome, você pode ter uma ideia da planta medicinal deste artigo. Mas ela também tem uso no paisagismo. Então, confira tudo isso e muito mais a seguir…

Dependendo do local onde é encontrada, é chamada ainda de “doril”, em alusão às suas propriedades analgésicas. Alternanthera brasiliana, nome científico da Perpétua-do-mato, é utilizada na medicina popular em diversas partes do território brasileiro, da Amazônia ao litoral.

Trata-se de uma planta de restinga, surgindo das localidades com duna estabilizada às áreas de mata ciliares, da região Norte à Sul. Os índios conhecem bem seus preparos e aplicações. O que inclui infusões de flores e folhas ou maceração da planta toda, estimulando propriedades diferentes.

Nativos da Ilha de Santa Catarina recomendam a Perpetua para combater a gripe. Confira outras indicações comuns:

  • Flores: para atuar contra diarreia (raízes também), tosse, febre e inflamação; dor de cabeça, resfriado e gripe.
  • Folhas: com finalidade diurética, digestiva ou depurativa. Maceradas, servem ainda para curar ou aliviar doenças no fígado e bexiga.
  • Planta inteira: prisão de ventre.

Atenção: todas as plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um profissional da área e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

O conteúdo deste post tem função de informar. Não substitui consultas e acompanhamento especializado. Procure um fitoterapeuta para ter a recomendação segura, de acordo com cada pessoa em particular – e jamais ultrapasse as doses prescritas dos remédios naturais.

Da família das Amaranthaceae, a Alternanthera brasiliana é uma herbácea nativa de nosso país. Ereta, alcança até 120 cm de altura, embora exista uma variação de menor porte, que atinge cerca de 50 cm.

As folhas simples da perpétua-do-brasil, que crescem ao longo de hastes timidamente ramificadas, apresentam tonalidades que variam do arroxeado escuro ao bordô vibrante.

Um visual perfeito para compor jardins junto com plantas de folhagem parecida e coloração verde, criando um movimento devido à alternância das cores. Algo cuja vivacidade o paisagista Burle-Marx explorou bem.

O conjunto de flores agrupadas brancas ou amareladas é, do ponto de vista, ornamental, quase insignificante, porém, de grande delicadeza. Acredita-se que a semelhança com a flora Deve da Gomphrena globosa L. seja a razão do apelido Perpétua-do-brasil.

Todo esse esplendor da Perpétua-do-mato ou “penicilina” não requer cuidados elaborados, digamos assim; é uma espécie fácil de manter. No entanto, os canteiros devem estar sempre úmidos.

É planta adaptável a áreas degradadas; seu desenvolvimento não depende da fertilidade do solo, ou seja, ela prefere chão arenoso, rico em nitrogênio e com pouca acidez.

A capacidade de reprodução e o rápido crescimento da Alternanthera brasiliana fazem dela a planta ideal para cobrir terrenos acidentados, em declives ou que apresentam risco de erosão.

Perpétua-do-mato: sua importância na medicina alternativa

Desde as antigas civilizações, as plantas medicinais são utilizadas no tratamento de enfermidades. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o percentual da população nos países em desenvolvimento que depende delas para combater doenças chega 60 – 80%. Motivo: falta de condições financeiras para ter acesso à medicina tradicional.

O Brasil possui uma das maiores biodiversidades do mundo. E pelo menos a metade das espécies vegetais encontradas aqui pode oferecer alguma propriedade terapêutica útil. A Perpétua-do-mato, popularmente conhecida como “terramicina” ou carrapichinho, é uma delas.

Na medicina caseira, Alternanthera brasiliana é amplamente empregada no tratamento de diversas doenças, sendo comprovadas as ações: antiviral, pela capacidade de inibir o vírus da herpes simples; anti-inflamatória e analgésica.

Muito comum nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Perpétua-do-mato é cultivada como ornamental graças ao colorido arroxeado de suas folhas.

Na verdade, o gênero Alternanthera compreende 80 espécies distribuídas por todo o planeta, mas com 25% delas encontradas em solo brasileiro. Que bom, não é mesmo? Aproveite o potencial terapêutico de nossas plantas com bom senso e supervisão adequada!

Até a próxima!

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