Pariri: da anemia à inflamação, conheça seus usos

Pariri é uma trepadeira conhecida também como puçá, paripari, cipó-cruz, piranga, carajuru, puçá panga e cipó-pau. Seu nome científico é Arrabidaea Chica. E hoje você vai descobrir para que serve essa planta usada até para dar cor ao algodão.

Fermentada, a puçá fornece um corante natural. E, embora, não seja muito conhecida quando comparada a outras ervas, serve de remédio caseiro para males que vão da anemia à inflamação no útero, por exemplo.

Basicamente, as propriedades da paripari são: cicatrizante, antifúngica, anti-inflamatória, fortificante, antimicrobiana, antianêmica, antidiabética, adstringente, expectorante, afrodisíaca e adstringente.

Os principais usos da Pariri estão ligados ao tratamento caseiro auxiliar de anemia, hemorragia, diarreia, dor intestinal, icterícia, inflamações ginecológicas, conjuntivite, feridas na pele e corrimento vaginal.

O chá de Pariri é associado ao aumento da hemoglobina no sangue. Por isso, é tido como importante aliado na luta contra certos tipos de câncer, entre os quais estão o de útero, boca e a leucemia. A razão é que, depois da quimioterapia ou radioterapia, o organismo tem queda na quantidade de hemácias – e a bebida ajudaria neste sentido.

O caso de um jovem mineiro que diz ter se curado da leucemia após tomar frequentemente chá de folhas de Pariri circula pela internet. Isso teria acontecido 1995 na cidade Mateus Leme, em Belo Horizonte.

O acontecimento aumentou a busca pela planta e deu origem a uma série de estudos sobre ela. No entanto, a eficácia da Pariri em relação ao tratamento do câncer ainda não foi comprovada cientificamente.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

O uso de Arrabidaea Chica é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos seguintes componentes: bixina, cajurina, saponina, ácido anisíco, taninos, ferro assimilável e cianocobalamina. Abusar de qualquer erva ou planta medicinal pode provocar reações desagradáveis ou até perigosas.

Pariri: orientações de preparo e mais informações

As flores e folhas são as partes da Pariri mais empregadas no preparo de infusões, chás e pomadas. A escolha da maneira de aproveitar a planta depende da doença a ser tratada.

Em geral, para anemia, inflamações ou cólicas intestinais, é utilizado o chá de Pariri através da infusão feita com 3 ou 4 folhas grandes e 2 flores. A planta deve ficar em um recipiente com 1 litro de água fervente, abafada, durante no mínimo 5 minutos. Depois de esfriar, a bebida deve ser consumida em até 24 horas após o preparo.

Existe uma versão do chá somente com as folhas de Pariri, o equivalente a 2 colheres (sopa) da erva picada. É assim: 1 litro de água precisa levantar fervura e, em seguida, ser colocado sobre as folhas – de preferência em um recipiente de vidro, para conservar melhor as propriedades medicinais da planta.

O restante do preparo é igual, ou seja, abafar e deixar esfriar, além de ingerir a bebida em 1 dia. O ideal é não colocar açúcar ou qualquer outro tipo de adoçante.

Para corrimento vaginal ou ferida na pele, as folhas devem ser batidas no liquidificador com um pouco de água até obter uma mistura homogênea. Então, a receita pode ser aplicada na pele ou usada como banho de assento para problemas vaginais, deixando a água morna.

Lembrando que estas dicas são encontradas na web, e não resultantes de indicações profissionais especializadas, prescritas de acordo com uma situação de saúde específica. Evite a automedicação, inclusive com plantas medicinais, pois ela oferece perigos.

No mais, fico na torcida para que a Pariri seja de fato eficaz em vários sentidos, para que a medicina natural possa beneficiar cada vez mais pessoas.

Até breve!

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