Lobélia: ação contra males respiratórios e tabagismo; entenda

Lobélia ou Lobelia inflata é também conhecida como tabaco-indiano, erva emética e erva de asma. Por aí você já tem uma ideia das indicações de uso dela. Agora, é só conferir este artigo até o fim para entender melhor as propriedades medicinais da planta.

É longa a história da Lobélia enquanto remédio caseiro contra males respiratórios, incluindo asma, tosse, bronquite e pneumonia. Ela pode auxiliar no relaxamento dos músculos bronquiais e, ao mesmo tempo, na dilatação dos bronquíolos.

Lobelia inflata conta com propriedades que favorecem o relaxamento dos tecidos e a diminuição dos espasmos. Ela é composta por: resinas, gorduras, lobelina, isolobelina, óleos essenciais, ácido lobélico, glicosídeos e ácido quelidônico.

A lobelina, componente ativo encontrado na planta, é capaz de estimular o sistema respiratório e ajudar a promover a respiração profunda, aliviando condições como a asma, por exemplo.

Na homeopatia, sozinha ou em conjunto com outras ervas, é empregada na tentativa de vencer o tabagismo, além da promoção do relaxamento muscular, controle de vômito e náuseas; tratamento de infecções de pele devido contusões, micose ou mordidas, entre outras situações.

Pertencente à família Campanulaceae, a Lobélia abrange também as espécies medicinais L. sifilítica, L. cardinalis e L. chinenses. Seu sabor é picante, amargo e frio.

Com ação demulcente (que adoça ou abranda), emoliente, diurética e refrescante, acredita-se que ela seja benéfica em casos de dor e inchaço, além de atuar em desconfortos como garganta obstruída.

Quanto às suas propriedades na luta contra o cigarro, é possível que a lobelina atue em nosso corpo de modo semelhante à nicotina. Por este motivo, a planta foi muito usada em remédios para tentar vencer a dependência do tabaco.

Entretanto, em 1993, o Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, proibiu o comércio de itens que produzem fumaça ou fumo contendo lobelina. A razão: eles não teriam sido eficazes em seu objetivo: ajudar a reduzir ou parar de vez o consumo de cigarro.

Mesmo como o impedimento, alguns estudiosos defendem a capacidade da lobelina de, efetivamente, diminuir os efeitos da nicotina no organismo humano. O que seria especialmente notado em relação à liberação de dopamina. Esta substância química possui funções importantes no cérebro e também está ligada ao vício em drogas.

Por consequência, os pesquisadores acreditam que a lobelina pode apresentar potencial no que diz respeito ao tratamento da dependência química, ainda que as análises feitas até o momento sejam insuficientes para provar isso.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Aviso: a Lobélia é uma planta potencialmente tóxica; só deve ser utilizada em doses homeopáticas e sob prescrição. Seus efeitos adversos incluem: tremores, náuseas, diarreia, taquicardia, hipotermia, confusão mental, coma e até morte.

Hipertensos e pessoas com doenças cardíacas, nos rins ou fígado, além de indivíduos que sofrem de convulsões, falta de ar ou apresentam sensibilidade ao tabaco, não devem consumir Lobélia.

Lobélia: usos, história e curiosidades

Lobélia é uma erva considerada relevante em todos os tipos de espasmos, convulsões, ataques repentinos e tremores, sendo apontada como excepcional em desordens destes gêneros. Pode ser empregada em quadros de tosse espasmódica, arquejamento, narinas dilatadas, dificuldade respiratória e opressão no peito.

Oriunda da América do Norte, a Lobélia é usada há tempos. Os nativos americanos recorriam a ela – fumando a erva – para combater a asma. Já no século XIX, ela teria sido prescrita por médicos americanos para induzir o vômito e ajudar a eliminar toxinas do organismo.

Consulte um especialista antes de iniciar qualquer tratamento.

Cuide-se!

Até breve…

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