Guiné ou “planta da limpeza”: vitalidade e alívio de dores; uso é externo

Ela possui cheiro forte inconfundível; é utilizada para fins espirituais e em banhos contra dor no corpo. Guiné ou Petiveia alliacea é o tema de hoje. Conheça mais sobre a planta a partir de agora!

A Guiné é famosa como erva para recarregar as energias, recuperar a disposição. Também conhecida como tipi-verdadeiro, amansa-senhor e erva de pipi, é usada desde a época da escravidão em defumações e rituais religiosos.

Suas características incluem folhas lisas e sem recortes; as flores, em forma de espiga, são pequenas e esverdeadas. A Petiveia alliacea pode chegar a 1 metro de altura, aproximadamente.

Quanto às propriedades medicinais, a erva é considerada anti-inflamatória, diurética, depurativa e analgésica. O banho com ela costuma ser indicado para os praticantes de esportes, pessoas que carregam peso constantemente ou que estão com problema de memória, tensão e agitação.

Se a dor é muito intensa, há quem prefira preparar um emplastro do mesmo banho para colocar no local afetado pelo incômodo. Existe ainda a recomendação de fazer orações durante o procedimento e mentalizar a vitalidade acontecendo de dentro para fora.

Acredita-se que, para a dor realmente ir embora, é fundamental manter o pensamento de uma energia boa tomando conta da pessoa enquanto ela recebe o tratamento natural com Guiné.

Para fazer o banho, em geral, basta preparar uma infusão com 7 folhas frescas de Guiné em 1 litro de água fervente. A receita, encontrada na internet, diz ainda para despejar a mistura no corpo depois da higiene habitual – e, claro, após a água atingir temperatura agradável.

A dica é tomar o banho no final da tarde ou antes de dormir, para aproveitar melhor a sensação de relaxamento dele. Fora isso, os principais benefícios atribuídos ao chá de Guiné são o alívio de dores na garganta e a redução das inflamações no corpo. Porém, a planta pode ser empregada ainda em casos como dor de dente, contusões, hematomas, reumatismo.

Seus usos terapêuticos incluiriam também cistites, infecções de urina e enxaquecas. No entanto, encontrei em minhas pesquisas alerta sobre a ingestão da Guiné, que é uma planta tóxica e pode causar problemas quando consumida do jeito errado.

Portanto, é bom contar com auxilio profissional para não correr riscos. Normalmente, o vegetal deve ser utilizado somente para gargarejo, banho, compressas ou lavagem de alguma parte do corpo.

Guiné é encontrada em lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação. Geralmente, já vem pronta para o preparo, moída. Mas é possível encontrar a erva em folhas e sementes.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

A ingestão do chá de Guiné é contraindicada. A erva é tóxica e pode provocar alucinações, insônia, apatia, mudanças no sistema nervoso. Seu poder diurético também é capaz de causar desgaste dos rins, levando à desidratação. E mais: a planta não deve ser consumida especialmente por gestantes, já que possui efeito abortivo. Em situações extremas, pode levar à infertilidade.

Guiné: potencial como agente antimoral

A Guiné é uma daquelas plantas que, se utilizada corretamente, dependendo da dose, pode ser aproveitada – desde que prescrita por quem entende do assunto, é bom lembrar.

Sim, ela conta com substância perigosa, tóxica, alucinógena, e calmante também. Mas tudo indica que existem pesquisas com a erva, estudos nos quais a planta seria apontada como promissor agente contra tumores, uma vez que sua capacidade tóxica agiria nas células cancerígenas.

Eu fico na torcida para que ela seja mesmo um recurso contra o câncer! E quem venham mais análises, testes e comprovações sobre a Guiné e tantas outras espécies que a natureza oferece para nossa saúde.

Cuide-se! Até breve…

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