Giesta: beleza, perfume e remédio; mas é tóxica, e requer atenção

Por seu aroma de frescor e pureza, a Giesta é uma planta muito utilizada em alguns produtos de limpeza e perfumes. Essa espécie selvagem de belas flores também possui propriedades medicinais, que são aproveitadas em um chá. Veja mais a seguir…

Spartium junceum é o nome científico da Giesta. Ele tem origem na palavra grega spartion, que remete às plantas produtoras de têxteis e usadas para confeccionar ataduras.

Trata-se de um arbusto delicado, simples e gracioso que, na primavera, colore de amarelo montes e caminhos estreitos de construções antigas nas estradas europeias. É uma espécie que resiste aos solos pobres e salinos, porém, não tolera excesso de calor.

Conhecida por retama e vassoura espanhola, serve para obter um chá de suas folhas, com diversos benefícios à nossa saúde. Por exemplo: costuma ser remédio alternativo natural em casos de infecção urinária e doenças cardíacas (devido presença de esparteína).

A Giesta pode ser uma aliada dos que sofrem com retenção de líquidos, pois conta com função diurética. Uma propriedade interessante também para quem busca redução de medidas.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Importante: a Giesta é uma planta tóxica por causa dos alcaloides presentes em sua composição, podendo representar perigo para animais de estimação e crianças. Seu uso, quando necessário, deve ser prescrito e acompanhado por especialistas.

Toda planta possui algum grau de toxicidade. Contudo, a classificação de tóxica é aplicada àquelas que provocam sintomas de intoxicação quando são ingeridas ou entram em contado com pele, olhos ou mucosas.

Lembrando que intoxicação é um conjunto de sintomas produzidos desta forma. E que eles podem ocorrer com facilidade devido ao grande número de plantas ornamentais em nossas residências, parques, praças, jardins e outros espaços.

O que torna evidente o risco de acidentes tanto para os homens quanto para os animais. Porém, plantas tóxicas como a Giesta podem ser benéficas justamente pela ação de seus princípios ativos perigosos. Por outro lado, existem as plantas medicinais que, ingeridas em excesso, acabam entrando para o grupo com maior poder intoxicante.

Giesta: características e curiosidades

O arbusto Spartium junceum mede de 1,5 a 3 metros de altura. Possui ramos verdes longos, finos e flexíveis; folhas pequenas, lanceoladas e afiadas, nas pontas das quais nascem as flores perfumadas, amarelas (na maior parte) ou brancas. As belas e aromáticas flores de Giesta representam renovação e preferência.

Da família Fabaceae, é uma planta classificada como xerófita, uma vez que consegue reter líquido. Uma das características da família é a capacidade destes arbustos na recuperação da fertilidade de terrenos de cultivo de cereais.

Na verdade, existem diversos gêneros de Giestas, entre eles o esparto, cujo nome científico é Spartium junceum, também chamado de giesta-dos-jardins. Ele surgiu na zona mediterrânica e é usado tanto para fabricar cordas quanto para decorar ambientes.

Já a espécie bastante conhecida Cytisus striatus, originária de Portugal, é considerada até erva daninha, já que é encontrada com abundância. Seus ramos são empregados inclusive na indústria de vassouras, além de serem matéria-prima para vassouras artesanais em algumas aldeias até hoje.

Por isso, esta variedade de Giesta é conhecida em inglês como “portuguese broom”, ou seja, vassoura portuguesa. Existe também a giesta branca, popular na jardinagem e pela qualidade de suas flores, ideais para a produção de mel.

Além de possuir propriedades medicinais, a Giesta está associada à história de Jesus. Acredita-se que, após o nascimento dele e a ordem do Rei Herodes de eliminar todos os recém-nascidos – na tentativa de matar Jesus-, um dos ajudantes do soberano teve uma ideia para evitar o extermínio de muitas crianças.

Diz a lenda que o homem sugeriu colocar um ramo de Giesta na porta da casa de Jesus, para que os soldados soubessem exatamente aonde ir. No entanto, quando os militares chegaram, todas as casas estavam enfeitadas com a planta, ligando a Giesta à tentativa falha de eliminar Jesus.

Até o próximo artigo!

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