Galanga ou “gengibre tailandês” possui funções medicinais; conheça

Os usos da Galanga como remédio caseiro são muito variados. Vão dos problemas digestivos à prevenção do envelhecimento precoce. Em alguns países, a planta é desodorizante corporal; para outras pessoas, ajuda a purificar o sangue e até a respiração. Veja mais detalhes a seguir…

Desde a antiguidade, a Galanga esteve presente na alimentação e em rituais. Acredita-se que seu consumo moderado ajuda a fortalecer nossa imunidade e evita que os efeitos dos radicais livres prejudiquem nossas células.

Para tantas possibilidades terapêuticas, as propriedades dela não poderiam ser menos diversificadas. São elas: anti-inflamatória, espasmolítica, estimulante, antibacteriana, tônica, digestiva, laxante, afrodisíaca e antioxidante; antitumoral, aromática, diaforética, antifúngica, carminativa e antirreumática, entre outras.

Além disso, a Galanga contém vitaminas (A, C e B3), cálcio, betacaroteno, ácido fólico, fósforo, potássio e magnésio.

Seu nome científico é Alpinia officinarum. De origem asiática, a Galanga é famosa entre tailandeses e chineses, sendo conhecida como “gengibre do Lao”.

Recebe ainda o apelido “gengibre tailândês”, e é ingrediente em inúmeras receitas culinárias, servindo de especiaria bastante valorizada.

Acredita-se que o consumo de Galanga causa uma ação positiva no sistema nervoso central e na circulação sanguínea. Com isso, tanto a concentração quanto a memória, entre outras funções cognitivas, sairiam ganhando.

Também é atribuído à planta um rápido poder psicoativo, que seria sentido logo depois de ingerir algumas colheres de chá ou mastigar a Galanga. O resultado: uma espécie de calor, junto com mais clareza de raciocínio e mudanças na percepção, especialmente a visual.

Diz-se que a Alpinia officinarum favorece as funções cerebrais e serve de estimulante sexual. Porém, os usos tradicionais dela ocorrem principalmente na tentativa de curar ou aliviar doenças e incômodos como gases intestinais, malária, artrite reumatoide, bronquites, catarro.

E mais: cândida, cólera, resfriados, gripes, mau hálito, enjoos, má circulação sanguínea, diarreia, indigestão, soluços, úlceras, dispepsia, leucemia, náuseas e sarampo. Entretanto, os maiores benefícios atribuídos à Galanga dizem respeito aos problemas digestivos.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Em altas doses, as plantas medicinais podem ser prejudiciais à saúde. Não pratique a automedicação, ainda que usando remédios naturais.

Galanga: características, usos medicinais e culinários

A Galanga não tem a mesma popularidade do gengibre, mas faz parte da família dele. O sabor dela é mais apimentado, muitas vezes só percebido por um paladar mais atento. No entanto, as propriedades das duas espécies são parecidas.

E é por causa do sabor forte da Galanga que é recomendável amassá-la ou cortá-la em fatias, para que seja ingerida em pequenas porções. Assim, ela pode fazer parte de cozidos de legumes, sopas, caril, arroz, guisados, sobremesas e, claro, chás.

Uma dica especial de seu uso culinário é colocar Galanga em frutos do mar ou peixe, para dar um toque apimentado e diminuir odores típicos destes alimentos.

Desde os tempos mais remotos, a Galanga é utilizada em vários rituais para afugentar maus espíritos ou turbinar a virilidade masculina. Por isso, ganhou o título de “tempero de vida”, dado pela herborista Hildegard de Bingen.

Nos séculos XIII e XIV, por exemplo, os povos turcos usavam a planta como chá. Já os árabes aproveitavam suas propriedades para estimular seus cavalos.

E mais: o “gengibre tailândês” foi amplamente utilizado no Oriente na forma de rapé para combater infecções no nariz. Na Europa e Ásia, suas aplicações sempre estiveram associadas ao estímulo sexual, entre outras.

Hoje, a Galanga é mais comum em países como a Tailândia, onde é tempero e remédio. Na França, é condimento; enquanto na Rússia é ingrediente de vinagre e licor.

Em toda a parte, a natureza fornece elementos (e alimentos) capazes de tornar nossa dieta mais equilibrada e saudável. E quando as plantas são medicinais, melhor ainda, não é mesmo?

Cuide-se!

Até o próximo artigo!

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