Estragão: vantagens culinárias e medicinais; confira aqui!

Artemisia dracunculus ou, simplesmente, Estragão, tempero que dá um toque especial aos pratos e ainda pode ajudar a saúde. Vem descobrir os motivos e muito mais sobre a planta comigo!

Aromático, o Estragão é muito usado na culinária francesa, mas ganhou o mundo, servindo de condimento para incontáveis receitas. O que muitos não sabem é que o vegetal tem propriedades medicinais.

As propriedades atribuídas ao Estragão incluem as ações: digestiva, depurativa, vermífuga e estimulante. Elas ocorrem em função de compostos ativos como óleo essencial, flavonoides, taninos e cumarina.

O uso terapêutico das folhas da planta é associado ainda à presença de elevado teor de iodo, vitaminas C e A, e sais minerais. Graças a substâncias como estas, acredita-se que o Estragão pode ser útil como remédio caseiro diurético e tônico, além de favorecer a digestão, aliviar cólica menstrual e estimular o apetite.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Importante: o Estragão promove a contração uterina, podendo levar ao aborto. Por isso, não deve ser usado durante a gestação ou em caso de suspeita de gravidez.

Com aroma forte inconfundível, é conhecido também como erva-dragão. Esta estrela da cozinha francesa possui folhas de sabor adocicado e ligeiramente picante, que lembra o do anis.

O gosto do Estragão faz dele um ingrediente perfeito para saladas, vinagres, picles, omeletes e peixes, por exemplo. Mas não faltam receitas de aves, carne bovina, aspargos, recheios, sopas, caranguejo, ovos, cottage e até sobremesas preparadas com maçã incluindo o vegetal. Sem falar nos sucesso que faz nos famosos molhos béarnaise, tartare e hollandaise.

Estragão: características, dicas e curiosidades

Artemisia dracunculus é uma herbácea perene integrante da família Artemísia. Originária da Ásia, apresenta cor verde-escura e folhas estreitas divididas em três pontas. Geralmente, não possui flor, mas às vezes elas surgem, pequeninas e amareladas, formando um delicado cacho.

O vegetal pode alcançar até 1 metro de altura, aproximadamente. É encontrado facilmente em supermercados, lojas de produtos naturais e similares. Para aproveitar seus benefícios tanto culinários quanto medicinais (chás), as partes utilizadas são as folhas.

Elas podem estar secas ou frescas. Dependendo do local, a erva é comercializada ressecada. Desta forma, o ideal é usá-las somente na finalização de receitas quentes.

Por falar em culinária, na França, o Estragão faz parte de uma mistura de ervas finas, juntamente com a salsa, cebolinha e o cerefólio. E como seu sabor lembra o da erva-doce, cai muito bem aromatizando ensopados, carnes, azeites, além de conferir frescor a conservas de legumes.

Enquanto planta medicinal, a erva-dragão costuma aliviar incômodos como as cólicas menstruais. Normalmente, o chá para esta finalidade é feito com 5 gramas de folhas de Estragão em 1 xícara de água fervente. Depois de repousar por 5 minutos, basta coar e beber a infusão após a refeição.

Na verdade, existem dois tipos de Estragão: o francês – ou verdadeiro – e o russo (falso). Acredita-se que o primeiro surgiu a partir do segundo graças a uma “falha genética”, resultando em um aroma ainda mais marcante.

Tudo indica que a planta surgiu no ano 2.000 a.C. na China. Em seguida, chegou à cozinha árabe e foi levada por este povo à Europa. O Estragão é bastante comum naquele continente, no norte da Ásia e nas Américas. Mas ganhou status de estrela na cozinha francesa, principalmente por compor o requintado molho Béarnaise.

Hoje, você viu também que a planta pode ser utilizada para cuidar do bem-estar. Que bom poder contar com a natureza para dar sabor aos pratos e ainda ter mais saúde, não é mesmo?

Até a próxima!

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