Erva-de-são-joão: benefícios, efeitos colaterais e precauções

A Erva-de-são-joão ou Hypericum perforatum, seu nome oficial, é um antidepressivo natural. Porém, seu uso também traz reações adversas – algumas delas mais preocupantes. Vem comigo entender as propriedades medicinais, características e cuidados com essa planta.

Como sempre digo por aqui, é bom poder contar com ajuda da natureza para tratar inúmeros problemas de saúde, sem recorrer a medicamentos que muitas vezes acabam causando consequências desagradáveis enquanto tratam as enfermidades.

Mas é claro que também é importante reforçar que as ervas medicinais podem, a seu modo, provocar consequências nem sempre bem-vindas – e em alguns casos, perigosas, principalmente quando consumidas sem acompanhamento adequado.

O Hypericum perforatum, conhecido como Erva-de-são-joão ou hipérico, é um exemplo. Encontrado nos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, o vegetal tem propriedades medicinais, sendo boa parte de sua fama atribuída ao tratamento de quadros leves e moderados de depressão.

Suas flores amarelas e folhas contém substâncias químicas como aminoácidos, flavonoides, taninos, vitamina C, carotenoides, rutina, óleo essencial, quercetina, pectina, fitoesterois e isoquercetina. São elas as responsáveis por diversos benefícios à saúde.

Tudo indica que a erva é capaz de melhorar ainda distúrbios como insônia e ansiedade, que são muito ligados à depressão. E que o poder antidepressivo do vegetal parece estar ligado aos chamados sistemas serotoninérgicos, noradrenérgicos e dopaminérgicos.

Além disso, a presença de compostos fenólicos na Erva-de-são-joão faz dela um antioxidante, que pode auxiliar, portanto, no combate aos efeitos dos radicais livres em nosso organismo. O que significa atuar na inibição do envelhecimento precoce das células e no risco de câncer, entre outras doenças.

As propriedades medicinais do hipérico não param por aí… Uma delas é a ação cicatrizante. Diz-se que o extrato da erva contribui com a coagulação sanguínea e ainda serve para estimular o surgimento de uma camada protetora na pele, permitindo a redução da irritação local e da dor.

Na internet, são citados estudos nos quais a planta teria capacidades antimicrobiana e antifúngica. Acredita-se que ela , em especial seu extrato, possa ajudar a frear o crescimento de fungos e bactérias.

Há quem recorra à Erva-de-são-joão até para perder peso, embora este não seja seu foco original. Tudo porque o fato de apresentar propriedade calmante pode fazer da planta uma aliada do emagrecimento devido auxílio no controle da ansiedade. É importante destacar que esta tende a contribuir com a compulsão alimentar.

Então, podemos resumir as indicações do Hypericum perforatum na medicina popular como:

  • Coadjuvante no combate à insônia, histeria, colapso nervoso
  • Auxiliar na melhora das circulações capilar e cardíaca
  • Tratamento natural para depressão, ansiedade e dores de origem nervosa
  • Capaz de favorecer a purificação do sangue
  • Remédio para disenteria, vermes, hemorragia e icterícia

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Erva-de-são-joão: antidepressivo natural que pode gerar psicose

Bem, falei sobre as indicações e potencialidades terapêuticas da Erva-de-são-joão. Agora é hora de fazer advertências, pois, embora os princípios ativos do H. perforatum sejam úteis contra a depressão, para certas pessoas ou situações, existe risco de a planta provocar até psicose com alucinações – inclusive quando não existe histórico familiar de distúrbios psiquiátricos ou antecedentes do próprio paciente neste sentido.

Existem ainda relatos de pessoas que tiveram crises maníacas depois de consumir a erva em cápsulas. E daquelas que ficaram com seus estados emocionais agravados quando interromperam de forma abrupta a ingestão da planta.

No segundo caso, este efeito adverso seria possível tanto no uso do chá das folhas e flores quanto na ingestão de cápsulas fitoterápicas, tintura, remédio homeopático etc. Por isso, com sempre recomendo aqui, é fundamental o acompanhamento especializado!

É preciso tomar cuidado também com as interações medicamentosas com a Erva-de-são-joão, seja ela na versão extrato ou tintura. Existe possibilidade de seus princípios ativos prejudicarem alguns medicamentos alopáticos de uso contínuo.

Por exemplo: remédios para HIV; fármacos para controle de rejeição de órgãos transplantados (ciclosporina); anticoagulantes (varfarina); estatinas; pílulas anticoncepcionais (devido sangramento e redução do efeito); antidepressivos tricíclicos; anticonvulsivantes; amitriptilina; nortriptilina.

Cuide-se!

Até breve…

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