Endro: erva aromática serve de tempero e remédio

Endro é uma erva muito aromática usada tanto no preparo de chás quanto em condimentos para pratos diversos. Os segredos dessa estrela da culinária escandinava você confere no post de hoje!

Na Europa e na Escandinávia, por exemplo, o Endro é aproveitado ao máximo. Isto é, na cozinha ou usos medicinais, são utilizados folhas e ramos verdes e sementes. Estas últimas parecem com as da erva-doce, que nós brasileiros conhecemos.

Seja nos alimentos ou na produção de remédios naturais, a participação do Endro remete a uma prática antiga de vários povos (gregos, hebreus, iranianos, armênios e egípcios). Além disso, a erva sempre foi associada a rituais religiosos tradicionais.

Aqui no Brasil o Endro não é tão popular, mas vale a pena conhecer mais sobre essa planta cheirosa e cheia de qualidades.

Natural de regiões da Europa, norte da África e Ásia, ela pertence à família das Apiaceae. Seu nome botânico é Anethum graveolens, mas a erva é popularmente conhecida como aneto, em italiano, ou dill, em inglês.

É uma parente da salsinha e da cenoura bastante cultivada em diversos países e que chega a uma altura de 30 cm; cresce bem em clima temperado, porém, tem fácil adaptação nos demais, pois é uma planta resistente.

O maior cuidado em seu cultivo deve ser na irrigação, já que a falta de água costuma levar à perda da plantação rapidamente.

Endro: usos na medicina popular, contraindicações e advertências

A infusão de Endro para combater cólicas e o desconforto do intestino irritável é um dos usos mais frequentes. Entretanto, existem diversos outros, dependendo do local em que a planta cresce.

A literatura fitoterápica da erva inclui as propriedades e ações a seguir:

  • Supurativa
  • Resolutiva
  • Laxante
  • Hipnótica
  • Galactogoga
  • Estomáquica
  • Estimulante
  • Diurética
  • Dispepsia
  • Digestiva
  • Depurativa
  • Carminativa
  • Aromática
  • Aperiente
  • Antisséptica
  • Anti-inflamatória
  • Antiespasmódica
  • Antiemética
  • Antidiarreica

Entre as aplicações da Anethum graveolens, podemos citar: ânsia de vômito, soluço, dor de dente; dietas sem sal, excesso de gases, espasmos gastrointestinais, hiperacidez estomacal, congestão de vesícula e fígado; insônia, nervosismo; inflamação nos olhos; limpeza e desinfecção de ferimentos; acne, furúnculos, queimaduras e úlceras na pele.

Atenção: este post tem função de informar. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um especialista naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento. 

Toda planta ou erva medicinal pode trazer em sua composição substâncias químicas com potenciais alergênico, inflamatório e intoxicante.

Mas o que será que o Endro possui, quais os componentes responsáveis por seus benefícios medicinais? Eles são atribuídos às vitaminas, principalmente C; sais minerais (ferro, magnésio, cálcio e manganês); fibras vegetais de simples digestão.

Há também os princípios ativos achados em seu óleo essencial. São eles: limoneno, carvona e anethofuran; e os flavonoides, kaempferol e vicenina.

Falando nele, o óleo de Endro é extremamente aromático, perfeito para perfumar ambientes. Existe referência de indicação dele para uso interno, devido sua potente ação antibacteriana, contudo, isso requer cuidado extra.

As contraindicações de uso do óleo de Endro internamente são: crianças menores de 6 anos, gestantes e lactantes; pessoas que sofram de colite ulcerosa, síndrome de intestino irritável, gastrite, úlcera gastroduodenal, doença de Crohn, epilepsia, hepatopatia, neuropatias ou Mal de Parkinson.

Só que o uso externo deste óleo também é capaz de causar problemas como fotodermatites graves (urticária e manchas), por causa da grande quantidade de furanocumarinas encontrada no produto. Fora isso, exagerar no óleo de Anethum graveolens pode provocar convulsão até nas pessoas menos sensíveis a ele.

Agora, se você deseja usar o Endro na culinária, que tal se inspirar no modo tradicional escandinavo e temperar com ele deliciosos peixes ou mariscos? Nada melhor do que a erva fresca para dar sabor e marinar diversos frutos do mar ou dar um toque especial aos condimentos de molhos que acompanham os pratos típicos.

Experimente! E bom apetite…

Até a próxima!

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