Arália pode colaborar com saúde respiratória, entre outros usos

O gênero botânico Arália possui cerca de 400 espécies distintas. A mais comercializada no Brasil é a arália elegantíssima, muito usada na decoração para compor ambientes delicados e sóbrios. Mas existem propriedades terapêuticas também. Vem comigo entender quais…

Em geral, as propriedades da Arália são estimulantes, diuréticas e diaforéticas. Acredita-se que a planta é capaz de favorecer a fagocitose e a produção de células brancas do sangue.

O chá de suas raízes é usado popularmente no tratamento de males que atingem o sistema respiratório, entre eles tosse, bronquite e asma. Além disso, é sudorífico, isto é, estimula a transpiração. Utilizada de modo controlado, serve até como tônico do útero na reta final da gravidez para facilitar o trabalho de parto.

Os princípios ativos da Arália são saponinas, glicosídeos, óleo volátil, taninos, resina colina, b-sitoesterol, panaxoside e ácidos (clorogênico, ursólico, diterpeno), entre outros compostos químicos menos relevantes.

Há várias formas de aproveitar os benefícios medicinais da Arália. Uma delas é o chá, geralmente feito com 15 gramas da raiz seca em ½ litro de água.

As compressas podem ser empregadas em cataplasma contra contusões, feridas, coceiras, eczemas, úlceras, reumatismo e queimaduras. Para isso, normalmente é preparada uma pasta com 15 gramas de raiz da Arália e um pouco de água.

Enquanto o xarope de Arália costuma ser obtido misturando 300 ml do chá da erva com 220 gramas de mel. Os ingredientes devem ser fervidos durante aproximadamente 7 minutos em fogo baixo.

Algumas pessoas recorrem ao extrato da planta para auxiliar no tratamento de lombalgia e doenças reumáticas. Seja qual for a opção, as sugestões acima são resultantes de pesquisas na internet, não de um trabalho especializado.

Atenção: este post tem função de informar. Não substitui consulta e prescrições médicas. Plantas medicinais podem ter contraindicações e interações medicamentosas. Consulte sempre um naturopata ou fitoterapeuta e seu médico antes de começar qualquer tratamento.

Aviso: a Arália pode provocar irritações na pele de pessoas sensíveis aos componentes da planta. E não existem informações suficientes para atestar a segurança do consumo do vegetal por gestantes e lactantes.

É importante lembrar ainda que os efeitos medicinais e os adversos podem variar de acordo com a parte e/ou tipo de planta dentro de um mesmo gênero.

Por exemplo: Aralia warmingiana, conhecida como gameleiro ou carobão, possui flores com capacidade analgésica. No entanto, devido sua toxidade, é recomendada precaução no uso da planta para fins terapêuticos.

Arália: para que serve este remédio natural

Além das propriedades medicinais e possíveis ações citadas nos parágrafos anteriores, ainda encontrei em minhas pesquisas as seguintes indicações da Arália: impotência, fadiga mental e física, diabetes, estresse e insônia.

Na medicina popular, a planta é utilizada como tônico e auxiliar do sistema nervoso central, sendo útil no combate a condições como aterosclerose, esquizofrenia, esclerose cerebral e enfermidades no cérebro.

Diz-se que a erva estimula o aumento do apetite e da eficiência global do corpo, mas não resultando, necessariamente, em quilos extras na balança. Uma propriedade que pode ser interessante para regular o apetite em crianças (com aval médico, claro).

De maneira geral, pessoas em tratamento com Arália tendem a apresentar melhora no bem-estar, especialmente em aspectos como qualidade do sono, redução de dor de cabeça e desconfortos ligados ao coração, entre outros.

Há um longo caminho a ser percorrido no que diz respeito às descobertas das propriedades medicinais da Arália, cujo uso como remédio caseiro é mais recente quando comparado a demais espécies. As pesquisas sobre ela começaram a partir de estudos da família ginseng.

Eu fico na torcida para que, cada vez mais, a fitoterapia evolua e possa ser aproveitada por uma quantidade maior de pessoas, com tranquilidade.

Até o próximo post!

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